Em 1949, com o ar parisiense ainda saturado dos traumas do pós-Guerra, Fausto Castilho, então estudante de letras e filosofia na Sorbonne, dirigiu-se a uma livraria à cata de uma edição de "Sein und Zeit", de Martin Heidegger.
Conseguir "Ser e Tempo", a grande obra do filósofo alemão, que maculara seu nome ao aderir ao regime nazista, não era das coisas mais fáceis na França daqueles tempos.
Castilho achou, em uma livraria próxima ao seu apartamento, um exemplar da "edição nazista", de 1941, que teve a dedicatória a Edmund Husserl eliminada --pai da fenomenologia e professor de Heidegger, Husserl era judeu.
(04/02/2012 - 08h17)